hum... a ideia inicial era não escrever com minhas próprias palavras,mas devo abrir uma exceção. alguns anos atrás escrevi algumas coisas inspiradas no trecho Rio Grande- Jaguarão. Perdi a conta de quantas vezes repeti esse trajeto nos últimos 20 anos. O antigo texto, comentava sobre a transformação na paisagem com os silos de arroz. Essa observação foi seguida por um discurso ambientalista fervoroso, com argumentos numéricos sobre economia de água e outros que já não me lembro mais. Nesse final de semana, quando repeti esse trajeto de duas maneiras muito especiais (na ida sozinha, e na volta dirigindo), tive saudade. Um sentimento egocêntrico, diferente da saudade que costumo sentir. Não era de alguém, de um momento, de palavras, de sorrisos, de cheiros, de sensações. Era saudade de mim. Não da pessoa que eu era uma ano atrás, mas da pessoa que sabia quantos km da Amazônia eram desmatados por hora para criação de bois e vacas, da mandika que devorava uma super interessante, que defendia o partido verde. Me senti mais e menos bióloga ao mesmo tempo, por mais estranho que pareça. Mais, porque agora as margaridinhas da estrada são asteráceas. E menos, porque não faço idéia de como anda a camada de ozônio.
Quando voltei e senti a velha saudade, desejei nunca mais senti-la. Um sentimento que eu costumava cultivar, considerava bom e saudável lembrar e reviver certas coisas. Mas estou cansada das velhas lembranças, dos velhos fantasmas, das velhas prisões.
Stop just making a living. Start making a life.
Quando voltei e senti a velha saudade, desejei nunca mais senti-la. Um sentimento que eu costumava cultivar, considerava bom e saudável lembrar e reviver certas coisas. Mas estou cansada das velhas lembranças, dos velhos fantasmas, das velhas prisões.
Stop just making a living. Start making a life.
