quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Leminski

ali

ali

se

se alice

ali se visse

quanto alice viu

e não disse

se ali

ali se dissesse

quanta palavra

veio e não desce

ali

bem ali

dentro da alice

só alice

com alice

ali se parece





segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Oasis

"Slip inside the eye of your mind
Don't you know you might find
A better place to play
You said that you'd never been
But all the things that you've seen
Will slowly fade away"


Don't look back in anger

"Here's a song
It reminds me of when we were young
Looking back at all the things we've done
You gotta keep on keeping on

Out to sea
It's the only place I honestly
Can get myself some peace of mind
You know it's getting hard to fly"


I'm Outta time



entre outros clássicos ;D

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Paulo Coelho

"Sempre antes de se realizar um sonho, a Alma do Mundo resolve testar tudo aquilo que já foi aprendido durante a caminhada. Ela faz isso não porque seja má, mas para que possamos, junto com o nosso sonho, conuistar também as lições que aprendemos seguindo em direção a ele. É o momento em que a maior parte das pessoas desiste. É o que chamamos, em linguagem do deserto, de 'morrer de sede quando as tamareiras já apareceram no horizonte.'"


certa vez, respondi a seguinte pergunta aqui no blog:
-o que você faz depois que é feliz?

depois de ler O Alquimista, mudei de resposta,ou apenas de ponto de vista.
tinha respondido que depois de ser feliz,me preparava para a tristeza que deveria estar vindo.
mas o Paulo Coelho me ensinou a ver sempre o outro lado da situação com o maior positivismo possível. é uma missão difícil para uma pessoa como eu,mas juro que vou tentar.
começei mudando minha resposta para:

a tristeza nos prepara para a felicidade.


quinta-feira, 12 de agosto de 2010

WILDE

As boas decisões são tentativas inúteis de interferir nas leis científicas. Originam-se da mera vaidade, e o resultado é absolutamente nil. Proporcionam, a nós, de vez em quando, uma ou outra emoção estéril, luxuosa, que guardam um certo charme durante uma semana. Isto é tudo que podemos dizer delas. São reles cheques que os homens sacam contra um banco em que não mantêm conta.

trecho de O retrato de Dorian Gray.

a vida do Wilde me fascina... não cabe entrar em detalhes,mas ele foi forte. ; )

domingo, 1 de agosto de 2010

maria gadú

seria minimizar o que ela realmente é, se eu citasse somente uma canção... me encanta muuuito a postura, a classe, e a doçura dela...
sairam uns boatos sobre um caso com a luiza possi e olha o que ela disse a respeito: “Não ligo para isso, entendo a situação da mídia. É complicado uma amizade entre duas mulheres, ainda mais com esse meu jeitão e essa minha cara. Nunca vão me colocar namorando o Dado Dolabella, é mais fácil criar polêmicas”.

quando eu crescer,quero sem como ela. xD

ENCONTRO- Maria Gadú
Olhe só
Como a noite cresce em glória
E a distância traz
Nosso amanhecer
Deixa estar que o que for pra ser vigora
Eu sou tão feliz
Vamos dividir

Os sonhos
Que podem transformar o rumo da história
Vem logo
Que o tempo voa como eu
Quando penso em você


quinta-feira, 29 de julho de 2010

paulo leminski

[não fosse isso]

não fosse isso
e era menos
não fosse tanto
e era quase


Curitiba e curitibanos, sempre me surpreendendo.

(L)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

CORES


trecho de uma biografia do Van Gogh escrita por David Haziot:

Nomeado diretor da tapeçaria dos Gobelins, Chevreul ficara surpreso com as queixas freqüentes dos operários sobre a qualidade insuficiente dos fios fornecidos para tecer as tapeçarias. No início ele acreditou num erro de fabricação,mas, depois de procurar o fio preto nas melhores manufaturas da Europa e de proceder vários testes, Chevreul não tardou a compreender que a razão dessa “insuficiência” não estava nas próprias cores,mas numa espécie de defeito ou ilusão de ótica dos olhos humanos. O preto em contato com o alaranjado ou um amarelo não produz a mesma impressão de densidade, e isso se aplicava a todas as cores postas lado a lado- seu valor muda conforme a cor vizinha.
Essa espantosa lei dos contrastes simultâneos, que é uma espécie de lei da relatividade das cores, influenciou profundamente a pintura.
Newton havia decomposto a luz branca para mostrar que ela era a adição de todas as cores do espectro. Chevreul compreende que o mundo das cores é regido por uma espécie de “economia” na qual nada se perde e nada se cria. Se a cor “total” é branca, um objeto que absorve vermelho, e que portanto adquire a cor vermelha, repercute o “resto”, ou seja, sua complementar, o verde (o verde sendo a complementar do vermelho para “refazer” o branco). Segue-se que, se esse vermelho é posto junto de um verde, ele irá “reforçar” esse verde e vice-versa. As duas complementares vão vibrar com todo o seu brilho, pois se reforçam uma a outra. Mas se o mesmo vermelho for colocado junto de um amarelo, ele lhe modificará o valor repercutindo o verde, enquanto o amarelo também fará repercutir o violeta,sua complementar,junto desse vermelho. As duas cores, em vez de vibrar juntas, vão se “sujar” de certo modo e se alterar. Um caminho acinzentado que atravessa uma relva, nos diz Chevreul, parece avermelhado por causa da justaposição do verde da relva. O mesmo cinza colocado junto de um laranja parecerá mais azul, e junto de um violeta parecerá mais amarelo. Quanto ao preto, ele “pega” a cor complementar da justaposta: no caso de azul e preto, por exemplo, o preto recebe a cor do alaranjado complementar do azul e parecerá mais claro.


tentei escrever vários comentários sobre esse trecho... acabei revelando maluquices em todos...
por fim decidi não por nada.
um abraço xD

domingo, 18 de abril de 2010

mais uma sobre silos de arroz

hum... a ideia inicial era não escrever com minhas próprias palavras,mas devo abrir uma exceção. alguns anos atrás escrevi algumas coisas inspiradas no trecho Rio Grande- Jaguarão. Perdi a conta de quantas vezes repeti esse trajeto nos últimos 20 anos. O antigo texto, comentava sobre a transformação na paisagem com os silos de arroz. Essa observação foi seguida por um discurso ambientalista fervoroso, com argumentos numéricos sobre economia de água e outros que já não me lembro mais. Nesse final de semana, quando repeti esse trajeto de duas maneiras muito especiais (na ida sozinha, e na volta dirigindo), tive saudade. Um sentimento egocêntrico, diferente da saudade que costumo sentir. Não era de alguém, de um momento, de palavras, de sorrisos, de cheiros, de sensações. Era saudade de mim. Não da pessoa que eu era uma ano atrás, mas da pessoa que sabia quantos km da Amazônia eram desmatados por hora para criação de bois e vacas, da mandika que devorava uma super interessante, que defendia o partido verde. Me senti mais e menos bióloga ao mesmo tempo, por mais estranho que pareça. Mais, porque agora as margaridinhas da estrada são asteráceas. E menos, porque não faço idéia de como anda a camada de ozônio.
Quando voltei e senti a velha saudade, desejei nunca mais senti-la. Um sentimento que eu costumava cultivar, considerava bom e saudável lembrar e reviver certas coisas. Mas estou cansada das velhas lembranças, dos velhos fantasmas, das velhas prisões.


Stop just making a living. Start making a life.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Paula Taitelbaum

antes de mostrar os poemas dela, vou contar como a descobri: em um aniversário, a tyta me mandou uma carta estilo P.S.: eu te amo. e uma das instruções foi conhecer um autor novo, ler coisas novas. no mesmo momento, fui na livraria e pousei os olhos nesse livro Ménage à trois, da Paula Taitelbaum.
a poesia é leve, e o jogo que ela faz com as palavras muito divertido. acho que sei de alguém que ia gostar. ; )




Volta e meia
Dou meia volta
E volto ao início
Volta e meia
Meio que volto
Meio que fico
Volta e meia
Em meio a uma volta
Eu me complico
Volta e meia
No meio da rua
Dando uma volta
Volto a ser tua.


___________________________
Me embriago com a tua presença
Saio de mim sem pedir licença
Fico tonta
E por isso não me dou conta
Que talvez por covardia
Tudo não passe de fantasia.


___________________________
Apesar do olho no olho
Mais uma vez eu fiquei de molho.

domingo, 11 de abril de 2010

O dia do Curinga- Jostein Gaarder

eu adoro a forma que como ele incluiu a filosofia nesse livro. de uma forma sutil, leve e divertida.
escolhi esse trecho pensando no final de semana super bom que tive. que incluiu também, umas filosofadas no sábado a noite.


[...] Achei a história bastante convincente,mas meu pai ainda não tinha terminado. Ele apontou, então, para todos aqueles turistas que saíam aos montes dos ônibus estacionados lá embaixo, perto da estrada, e subiam como formigas pelo terreno acidentado onde estavam as ruínas do templo.
-Se no meio de todas essas pessoas houver apenas uma que se surpreenda com a vida a cada instante e tenha a sensação, toda vez que isso acontece, de estar diante de algo fabuloso e enigmático... - respirou fundo e prosseguiu:- Você está vendo um monte de gente lá embaio,não está, Hans-Thomas? Pois bem...se apenas uma delas experimentar a vida como uma aventura fantástica...e se ele ou ela experimentar essa sensação todos os dias...
-Sim?- perguntei ancioso,pois pela segunda vez ele não tinha completado o que queria dizer.
-Ele ou ela será um curinga do baralho.



No livro ele diz que é raro encontrar curingas. Dei muita sorte, pois estou cercada deles. xD

sábado, 10 de abril de 2010

Quase

é o quase que me imcomoda,que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono!

Luiz Fernando Veríssimo

link para a comunidade no orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?rl=cpp&cmm=52289536

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O verbo no infinito

O Verbo no Infinito


Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar

Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar.

E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito

E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito…


Vinícius de Moraes

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Verbo ser- Drummond

Com toda licença da Mari, faço minhas as palavras do Dru:

Verbo ser
Que vai ser quando crescer? Vivem perguntando em redor. Que é ser? É ter um corpo, um jeito, um nome? Tenho os três. E sou? Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce? É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? Ser: pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? Repito: ser,ser,ser. Er. R. Que vou ser quando crescer? Sou obrigado a? Posso escolher? Não dá para entender. Não vou ser. Não quero ser. Vou crescer assim mesmo. Sem ser. Esquecer.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Alice no País das Maravilhas

" "Gatinho de Cheshire" começou um pouco tímida, pois não sabia se ele gostaria do nome, mas ele abriu ainda mais o sorriso. "Vamos, parece ter gostado até agora", pensou Alice,e continuou. "Poderia me dizer,por favor, que caminho devo tomar para sair daqui?"
"Isso depende de onde você quer chegar",disse o gato.
"O lugar não importa muito...", disse Alice.
"Então não importa que caminho você vai tomar",disse o gato.
"...desde que eu chegue a algum lugar", acrescentou Alice em forma de explicação.
"Oh, você vai certamente chegar a algum lugar", disse o gato, "se caminhar bastante." "

Alice no País das Maravilhas- Lewis Carroll

segunda-feira, 5 de abril de 2010

O que você faz depois que é feliz?

Passei uns três dias pensando nessa resposta... tristemente,cheguei a conclusão que depois de ser feliz, me preparo. me preparo para a tristeza que está por vir... é tudo muito cíclico...


Dias depois, arrumando o armário achei umas marcações interessantes que fiz no livro Amar,verbo intransitivo de Mário de Andrade. Uma delas combina com o que quis dizer:


"Carlos esses três dias viveu? Eu não sei se alcançar a felicidade máxima, extasiar-se, e sentir que ela, apesar de superlativa, inda cresce, e reparar que inda pode crescer mais... isso é viver? A felicidade é tão oposta a vida que, estando nela,a gente esquece que vive. Depois qundo acaba, dure pouco,dure muito, fica apenas aquela impressão do segundo. Nem isso, impressão de hiato, de defeito de sintaxe logo corrigido, vertigem em que ninguém dá tento de si. E fica mais essa idéia que retoma-se de novo a vida, que das portas do Paraíso Terrestre em diante é sofrer e impedimento só. Estou convencido: Carlos não viveu esses três dias."

domingo, 4 de abril de 2010

Van Gogh

Starry Night over the Rhône.

em uma carta para seu irmão Theo, Van Gogh escreveu sobre as estrelas:

"Why should those points of light in the firmament... be less accessible than the dark ones on the map of France?
We take a train to go to Tarascon or Rouen and we take death to reach a star."

YELLOW OF FRESH BUTTER.


Coldplay

ando muito viciada no instrumental deles!

http://www.youtube.com/watch?v=P_c0pAg2z8o

Death and all his friends, do último cd VIVA LA VIDA.

oi : )

O grande objetivo deste blog é dividir um pouco das coisas que gosto de ler,ver e ouvir.
Alguns nomes serão recorrentes por aqui: Manuel Bandeira, Lenny Kravitz, Maria Gadú...

Começo com um dos meus favoritos de todos os tempos, que se aplica muito a mim e a tudo que vocês verão por aqui:

A vida assim nos afeiçoa
Mas horas há que marcam fundo...
Feitas,em cada um de nós,
De eternidades de segundo,
Cuja saudade extingue a voz.

...

E a vida vai tecendo laços
Quase impossíveis de romper:
Tudo o que amamos são pedaços
Vivos do nosso próprio ser.

Manuel Bandeira


Aceito sugestões SEMPRE. : )